segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

NARRATIVA CONCLUSIVA DA TRAJETÓRIA NO CURSO

http://sys2.sbgf.org.br/portal/images/components/UFSC_Univ_Federal_de_Santa_Catarina.jpghttp://educacaonaculturadigital.mec.gov.br/images/logo.pngUFSC- UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA ESPECIALIZAÇÃO
 EM EDUCAÇÃO NA CULTURA DIGITAL
PLAC 3 (PLANO DE AÇÃO COLETIVO)
Professora: Silvia Ines Coneglian Carrilho de Vasconcelos
Tutora: Michele Magrini
Cursista: Marivane Demozzi Rossetti

NARRATIVA CONCLUSIVA DA TRAJETÓRIA NO CURSO

É significativo fazer uma parada, uma reflexão, retomada do caminho percorrido, procurando refletir as aprendizagens e construção de novas possibilidades na Cultura Digital.          
O curso de especialização em Educação na Cultura Digital veio em um momento significativo na educação, pois, há necessidade de aprender a lidar com as novas tecnologias que estão cada vez mais presentes no contexto de nós educadores.
O lançamento aconteceu em um encontro presencial na capital, Florianópolis. Lá foi possível ter uma noção de como o curso é estruturado, mas como o mesmo é a distância, sentimos muitas dificuldades principalmente em conhecer o espaço e-Proinfo e postar as atividades. Muitas angústias e incertezas, mas sempre unidas no grupo, buscamos subsídios também com outras pessoas, trocamos informações e nos dedicamos ao máximo para poder compreender e seguir em frente.


    
A educação com o passar do tempo sofreu várias transformações de acordo com as necessidades detectadas. Entendo que a escola para continuar servindo ao seu propósito e despertando o interesse do educando, deve urgentemente sofrer transformações profundas em sua pedagogia. O educando, em sua maioria, tem acesso as tecnologias digitais e globais, dominando em sua essência se esta for de seu interesse, agrado ou lazer. São nativos da era digital. Importante lembrar também que há uma parcela que ainda não tem contato nem acesso as tecnologias. Nós somos uma geração de educadores com formação a base de quadro negro e giz. Um pouco mais a frente usamos livros didático. Migrantes da era digital. Nesta perspectiva está o desafio e também a expectativa. Foi o que me motivou a realizar o curso.




          Com a produção dos retratos das escolas, foi possível vislumbrar a realidade das escolas além dos problemas e dificuldades em especial em relação às TDIC. Além da troca de experiências e atividades que cada educandário realiza.
Os textos, sempre foram a base para argumentação e elaboração de atividades, os estudados foram servindo de base para a concretização diferentes ideias e atividades.  
Obstáculos também fizeram parte de nossa caminhada. Um dos primeiros foi a questão do tempo devido as atividades profissionais de cada um, bem como as pessoais. Sempre nos encontramos em momentos alternativos para que todos do grupo pudessem participar das discussões, estudos e desenvolvimento das atividades.


Foram muitos os finais de tarde e noites juntas.
     Penso que não é suficiente possuir recursos tecnológicos para desenvolver o ensino aprendizagem é preciso melhorias significativas na conexão da internet, pois a que é oferecida nas escolas é lenta tornando o acesso limitado, e assim desmotivando o professores e alunos a desenvolver o que foi planejado. Estamos engatinhando para ter acesso informatizado em todas as salas de aula com devido projetor. Porém o obstáculo está em nossas mãos e consiste na apropriação das TDIC e a serviço da aprendizagem.

O curso que estamos realizando não atinge a todos os professores, restringindo-se a um pequeno grupo, acredita-se que a capacitação deveria ocorrer com todos os profissionais. O protelamento deste mesmo curso não causou boa impressão causando desmotivação e desistência. Muitos profissionais responsáveis pelo andamento do curso foram verdadeiros mestres comprometidos com a causa, demonstrando interesse, competência, agilidade, pontualidade, coerência, enfim, as características necessárias para o bom andamento do curso. Outros visivelmente deixaram a desejar, o que seria sensato a reestruturação da equipe.
A implantação do programa professor online estendeu-se consideravelmente o uso, acesso e disponibilização de informações. Alunos e familiares também se beneficiam do Professor online, podendo acompanhar calendário escolar, programação, agendamento de provas e trabalhos, presença do aluno, notas e recuperações paralelas. Os obstáculos iniciais da implantação do programa parece estarem superados e ainda alcançando bons resultados.

       Apesar de tantas dificuldades, o professor necessita ousar, romper barreiras, propor metodologias inovadoras utilizando-se da rede informatizada, do grupo, envolvendo equipe gestora e docentes, disponível em todo universo como sua aliada no processo de ensino aprendizagem. Para que isto ocorra há necessidade de uma mudança, inclusive na gestão das instituições de ensino que deverão apresentar-se mais abertas e sensíveis aos projetos criativos, inovadores e desafiadores, em que estão previstos a utilização de espaços virtuais e presenciais dentro e fora destas instituições de ensino.


            É relevante destacar a importância do utilizo das TDIC não só como um meio de comunicação e transmissão de informações, mas a favor da aprendizagem, rompendo com os limites de espaço e tempo na construção de novos saberes, compartilhados, afinal, o conhecimento só é válido se for capaz de provocar mudanças. Elas oferecem novas possibilidades de expressão e comunicação, permitindo a exploração de um leque ilimitado de ações pedagógicas, uma ampla diversidade de atividades que professores e alunos podem realizar.
        Diante disso posso dizer que além de ampliar as alternativas pedagógicas, também cresci no processo de construção de conhecimento, contribuindo significativamente no desenvolvimento do currículo da era digital.
A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.

Sêneca

sábado, 30 de janeiro de 2016

Narrativa Conclusiva da Trajetória do Cursista no Curso de Especialização em Educação na Cultura Digital




UFSC – UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA  
ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO NA CULTURA DIGITAL 
PLAC- 3 
Professora: Silvia Ines Coneglian Carrilho de Vasconcelos 
Tutora: Michele Magrini 
Atividade 2: Produção da Narrativa Conclusiva da Trajetória do Cursista no Curso
Cursista:Velcy Beltriz Balensiefer


 Narrativa Conclusiva da Trajetória do Cursista no Curso









Com o avanço das tecnologias não há como não buscar qualificação e aprendizagem sobre o uso das mesmas, seja em nosso cotidiano, e principalmente em nossa área de atuação que é a educação.
Então o que citei acima foi um dos motivos que me levou a realizar o curso de Especialização sobre Educação na Cultura Digital, e outro fator  que pesou bastante foi também uma reportagem na revista Educatrix (ano 4. Nº6. 2014) da editora Moderna,  com o título “Desafio da Inserção de Novas Tecnologias na Escola Pública” ,li a mesma ,refleti e pensei vou em busca de uma vaga para o Curso oferecido  pela UFSC- Universidade Federal de Santa Catarina em parceria com MEC-Ministério da Educação e Cultura (MEC) e a SED- Secretaria de Estado da Educação. Inscrevi-me e estou cursando o mesmo.
Minhas expectativas foram alcançadas em partes durante o curso, porque consegui ver a importância das TDIC no processo ensino aprendizagem, mas ainda não sei qual o melhor caminho de alcançar os objetivos propostos, pois há um grande obstáculo o uso indevido das mesmas pelos alunos.
Em relação ao ambiente de aprendizagem no começo  do curso  tinha dificuldades ,porém agora no PLAC 3 , o ambiente foi atualizado facilitando assim as postagens das atividades, em como estudo e comunicação.
Sobre as vivências durante o curso algumas foram determinantes para a descoberta de novas possibilidades de inserção da Cultura Digital na minha prática pedagógica e  também no Coletivo da Escola, posso dizer que durante esta trajetória, evidenciaram-se muitos avanços, pois no primeiro momento houve grande resistência por parte de alguns educadores, gerando medo, insegurança e dúvidas.
Através de estudos, leituras,  pesquisas, troca de experiências, integração, diálogo, debates e interações com outros profissionais foi possível buscar alternativas no intuito de sanar as dificuldades  encontradas no caminho.  As incertezas e angústias foram se dissipando, e dando espaço aos novos saberes tecnológicos importantes e necessários para o desempenho das atividades profissionais, assim, aos poucos integrando as tecnologias ao currículo de forma mais qualificada e em benefício da aprendizagem.
 Os conflitos entre as Gerações e as Tecnologias,  são barreiras num contexto geral que envolve toda a comunidade escolar e de diferentes épocas, os métodos são do século XIX, os professores do século XX e os alunos do século XXI, além das diferenças existentes com os alunos da zona urbana e da zona rural. O professor deverá saber lidar com tal situação.
Vários  os obstáculos posso ressaltar  como importantes, pois alguns foram superados, e outros ainda estão em aberto, mas no que  se refere a questões  a partir do curso alavancamos ideias fruto do  estudo; textos, pesquisas e debates analisaram o panorama escolar levantando documentos, diretrizes e estratégias. Conforme exposto, traçamos ações possíveis e imprescindíveis a serem desenvolvidas para a ampliação do acesso e uso das TDIC no contexto escolar:
* Necessitamos reelaborar o próprio PPP (Projeto Político Pedagógico), para assegurar, legitimar e garantir, detalhando o uso das tecnologias.
*Incentivar o uso do LEGO na forma de projeto e interdisciplinar.
*Cursos de capacitação voltados ao uso das TDIC.
*Sala informática com aumento da velocidade de internet.
*Internet, notebook e projetor instalados em cada sala de aula.
*Em momentos propícios o uso do celular como mais uma ferramenta a se somar.
*Criar um grupo de e-mail.
*Gestões abertas, democráticas, competentes com visão e inovação.
De maneira geral, sabemos que precisamos aprender a utilizar melhor essas novas formas tecnológicas que chegam ate nós, bem como buscar estratégias diferentes, sair da zona de conforto para atrair, motivar e despertar o desejo de aprender dessas gerações de alunos nativos da cultura digital. Nosso desafio está em entender que as tecnologias devam se somar, garantir, melhorar o uso das informações.  Não podemos esquecer o conteúdo mínimo programático, o excesso de informação pode não se transformar em conhecimento. Se o aluno com todas as informações disponíveis não consegue por si só transformar em conhecimento, o professor deve entrar como mediador do processo ensino aprendizagem direcionando e filtrando os conteúdos para o momento.
Lembranças boas como depois do término das aulas do período vespertino nos reuníamos com o nosso chimarrão e alguns petiscos para estudar, debater, dialogar, fazer as atividades propostas  minhas colegas de curso : Beatriz ,Cátia, Marivane  e Sandra, pois através da troca, discussão e estudo socializamos os nossos conhecimentos na trajetória da  etapa do PLAC 3 - Plano de Ação Coletiva.Também podemos contar com o apoio da nossa colega de trabalho e tutora Michele,que sempre que tínhamos dúvidas recorríamos a ela.
 Socializamos com o grupo escolar nossas expectativas em relação não curso, após várias leituras, reflexões e análises passamos a ter um novo olhar sobre as tecnologias e sua aplicabilidade na educação. A nossa Unidade escolar possui recursos tecnológicos, sendo assim, para o grupo de docentes fica mais fácil o planejamento e a execução das aulas com o uso das TDIC.        Em planejamentos ou até mesmo nos intervalos das aulas e reforçava junto a equipe docente sobre a importância da prática pedagógica com o auxilio das tecnologias.
 Durante esta trajetória, evidenciaram-se muitos avanços, pois no primeiro momento ouve grande resistência por parte de alguns educadores, gerando medo, insegurança e dúvidas. Através de estudos, leituras, pesquisas, troca de experiências, integração, diálogo, debates e interações com outros profissionais foram possível buscar alternativas no intuito de sanar as dificuldades encontradas no caminho.  As incertezas e angustias foram se dissipando, e dando espaço aos novos saberes tecnológicos importantes e necessários para o desempenho das atividades profissionais, assim, aos poucos integrando as tecnologias ao currículo de forma mais qualificada e em benefício da aprendizagem.

 Interagimos com os educandos por meio do nosso curso de Especialização na Cultura Digital, pois várias atividades feitas nas aulas com os mesmos, e sempre explicávamos sobre o uso das TDIC no cotidiano escolar. Lembro que certa vez, numa turma todos queriam sair nas fotos e participar.
Acredito, que na em todos as áreas do conhecimento é imprescindível o uso das tecnologias, e os conteúdos devem ser estudados sob o enfoque da pesquisa de sistemas integrados, propiciando a construção do conhecimento a partir da reflexão, da curiosidade e da criticidade, impulsionando o educando a edificar sua autonomia, a ser um agente construtor de seu próprio conhecimento . utilizando as TDIC nas disciplinas ou área de atuação, incentivando os alunos a produzir e não somente receber conhecimentos, mas disponibilizar os conteúdos  ( ou parte deles) em ambientes virtuais de aprendizagem, ajuda a aula não se transformar em uma tarefa monótona, repetitiva, cansativa e pouco produtiva.


 Portanto, na caminhada do Curso de Especialização na Cultura Digital, poderemos aprender a utilizar as TDIC,que chegam até nós a cada dia com novidades e aperfeiçoamentos, bem como buscar formas diferentes para aplicação das mesmas no processo de ensino aprendizagem do nosso educando , que é fruto da geração da Cultura Digital.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Trabalho da Especialização em Educação na Cultura Digital.Ação 3. Avaliação da Experiência Avanços, Desafios e Alternativas


UFSC – UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA  
ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO NA CULTURA DIGITAL 
PLAC- 3 
Professora: Silvia Ines Coneglian Carrilho de Vasconcelos 
Tutora: Michele Magrini 
Descrição: Atividade 1. Organizar, Realizar e Avaliar - Ação 03.  
Cursistas: Beatriz Maria Pizetta Baptistella,  Cátia Golmann,Marivane Demozzi Rossetti, Sandra Lorena Trevisol Scapin e Velcy Beltriz Balensiefer

Ação 3. Avaliação da Experiência
Avanços, Desafios e Alternativas

            Aliar a tecnologia à educação não é tarefa fácil. Praticar a interdisciplinaridade na escola, fazendo-se a conexão com os conteúdos trabalhados no laboratório de informática é algo ainda mais difícil de ser alcançado. Requer, além de cada professor, que o grupo todo esteja empenhado no sentido de produzir um conhecimento inter-relacionado com todas as disciplinas e interconectado com as atividades desenvolvidas no laboratório de informática. Aumentando assim, a necessidade em cada docente de analisar a situação a partir de sua perspectiva, de estudar e se aprofundar em diversas áreas.
            Como o trabalho interdisciplinar é um caminhar contínuo entre as diversas áreas, contemplando a inter-relação entre todas as disciplinas e conteúdos, faz-se necessário uma formação mais direcionada à totalidade, em prol de uma educação menos fragmentada. O entrelaçamento entre as áreas do conhecimento, associadas aos conteúdos e as atividades realizadas no laboratório de informática, requer do professor não somente um maior tempo disponível para aprender mais, mas também, um maior tempo para refletir sobre sua prática, para aprender refletindo sobre sua ação. Esta ação pedagógica diferenciada requer a integração dos conhecimentos, aliado a uma metodologia específica, que propicia a potencialização deste conhecimento interdisciplinar, garantindo assim, a significação destes conteúdos para os alunos. 
Num processo de ensino-aprendizagem, em que tudo deve estar inter-relacionado, interconectado, de forma multi e transdisciplinar, formando assim uma grande teia, uma grande rede. Os conteúdos devem ser estudados sob o enfoque da pesquisa de sistemas integrados, propiciando a construção do conhecimento a partir da reflexão, da curiosidade e da criticidade, impulsionando o educando a edificar sua autonomia, a ser um agente construtor de seu próprio conhecimento.
Neste contexto, o professor necessita ousar, romper barreiras, propor metodologias inovadoras utilizando-se da rede informatizada, do grupo envolvendo equipe gestora e docentes, disponível em todo universo como sua aliada no processo de ensino aprendizagem. Para que isto ocorra, há necessidade de uma mudança inclusive na gestão das instituições de ensino que deverão apresentar-se mais abertas e sensíveis aos projetos criativos, inovadores e desafiadores, em que estão previstos a utilização de espaços virtuais e presenciais dentro e fora destas instituições de ensino.
            A questão da informática, da utilização do computador na educação, ainda não é parte do cotidiano em muitas escolas. A presença da informática, do computador nas escolas, gera insegurança, dúvidas, conflitos e críticas, pois, há professores que tem facilidade em incluir a tecnologia na educação e há outros que tem verdadeiro “pavor” do computador. No meio destes dois extremos, estão àqueles professores apáticos à tecnologia.
Em cada ação ou experiência realizada com o uso de tecnologia podemos considerar um avanço e também perceber o quanto ainda temos a caminhar para realmente implementar, aperfeiçoar e integrar as TDIC nas práticas pedagógicas. Sabemos que não existe nenhuma receita pronta para trabalharmos com tecnologia na escola, pois cada realidade possui sua singularidade. Desta forma é imprescindível buscar alternativas e trazer as TDIC a nosso favor.
Durante esta trajetória, evidenciaram-se muitos avanços, pois no primeiro momento ouve grande resistência por parte de alguns educadores, gerando medo, insegurança e dúvidas. Através de estudos, leituras,  pesquisas, troca de experiências, integração, diálogo, debates e interações com outros profissionais foi possível buscar alternativas no intuito de sanar as dificuldades  encontradas no caminho.  As incertezas e angustias foram se dissipando, e dando espaço aos novos saberes tecnológicos importantes e necessários para o desempenho das atividades profissionais, assim, aos poucos integrando as tecnologias ao currículo de forma mais qualificada e em benefício da aprendizagem.

Referências
Revista Êxito agosto/setembro 2015
 https://professordigital.wordpress.com/2009/.../uso-pedagogico-do-e-mai...



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Conto: Se for para ser feliz que seja com você

SE FOR PARA SER FELIZ QUE SEJA COM VOCÊ
                                                                                            Samanta Vitória Pelle Gonçalves
      Bom, aqui estou eu, Carlos, mais conhecido como Carlitos. Estou terminando o 2° ano do ensino médio, 17 anos, aquele cara que ama futebol. Não sou muito chegado nos estudos, porém sou um dos mais populares do colégio.  A  propósito, esta noite, deveria estar no baile anual de verão e não saindo  do banheiro de um hospital, às 21 horas e20 minutos, de uma quarta-feira, 20 de novembro, em pleno feriado.
      O que estou fazendo aqui? Melhor voltar um pouco no tempo para situar vocês.
      Chegamos no dia 15 de julho, ás 15 horas e 37 minutos, hora do recreio...
      Haviam entrado duas garotas novas na minha turma, mas a Sara ( que naquele tempo era minha namorada, não sabia , porque ela estudava no 1º ano do ensino médio).
     Bem ela me viu conversando com elas, sabe dando uma instrução aqui, outra lá, quando uma das garotas, a keyla me disse:
     - Nossa, como você é gato Carlos!
     - Vichi, nem me fala amiga! - diz Selena.
      Sara viu aquilo e já estava quase indo lá, para trocar uma prosa com as garotas. Felizmente se manteve calma e ficou na vigia. Então Keyla foi tentar me roubar um beijo. Aí Sara perdeu a calma de vez e furiosa disse:
     - É assim é , Carlos Andrade Drumon, você me trai pelas costas?
      As garotas sumiram em um clic.
     - Jamais Sara! Eu te amo mais que tudo nesse mundo!
     - Se você me amasse tanto como diz, não me trairia com uma qualquer.
     - Ela é nova na turma, só estava aju...
     - Chega! Não minta para mim!
     - Mas Sara eu te amo!
     - Amor? Meu Deus, você não sabe o que é amar, você não sabe o que é amor!
      - Pare de discutir comigo Sara, eu só queria aju...
      - Pare de tentar me enganar de novo. O nosso namoro termina aqui!
      - Ah Sara! Sua ciumenta! Não quer acreditar em mim, dane-se! Nem sei porque éramos namorados.
     - Nem eu! Até nunca mais Carlos!!!!
      - Adeus Sara.
     Depois disso o sinal tocou e cada um de nós se dirigiu para a sua classe. Não nos olhamos mais o resto da semana.
     Pois bem, eu a amava demais da conta, para vocês terem uma noção. O meu amor por ela é maior que a quantidade de pedrinhas de areia que existem no mar, maior que a quantidade de gotas de água que caem em chuva e mais belo que o pôr do sol ou o brilho das estrelas. Só que o orgulho, esse sentimento mal encarado, me dominou, me possuiu.
     Mesmo assim, com todo esse orgulho dentro de mim, eu ainda a queria de volta, só para mim, como era antes.
     Porém, chamá-la de volta? Não mesmo. Ela que pensou errado, agiu errado. Ela que tinha que se redimir comigo não ao contrário. Somente eu e Deus sabíamos que eu ainda a amava. Queria manter isso em sigilo. Já pensou se ela me esquecer e eu aqui sofrendo de amores por ela! Até tentei esquecê-la ficando com outras garotas, mas elas não se comparam a Sara jamais.
     Dois meses passaram e, por incrível que pareça, meu amor por ela permaneceu intacto.
Era início de novembro e todos só falavam do baile. Eram preparativos pra cá e pra lá: comidas, bebidas, música, DJ, pista de dança, o globo de discoteca, rei e rainha do baile, apresentações musicais entre outros coisas.
     Finalmente chegou o grande dia para a alegria de todos, menos a minha. Eu  não tinha vontade nem de levantar do sofá naquele dia, mas Pedro, meu melhor amigo( magro, alto, olhos castanhos claros, cabelo castanho escuro, meio nerd) e minha mãe Dona Helena, síndica do condomínio, 40 anos, uma mulher elegante, simples, muito conhecida, humilde,  magra, não muito alta, olhos verdes, branca e de cabelos castanhos não me  deixaram em paz o dia todo.
      - Filho, vá se arrumar para o baile.
     - Eu não vou mãe.
     - Vamos cara, vai ser legal! – diz Pedro.
     - Eu não quero ir.
     - Ah, você vai sim – disse a mãe.   
     - (Sonolento) Não vou, me deixem  dormir em paz!
     - Sim você vai. Levanta o traseiro desse sofá  agora, filho!
     - Isso aí, dona Helena! Mostra quem manda.
     - Não quero ir.
     Minha mãe pegou o meu cobertor e me puxou pelo braço até eu levantar.
     - Ok! Eu vou. Satisfeitos?
      - Hummm! – Os dois disseram.
      Me levantei, fui até o guarda roupa, peguei um terno preto tradicional, gravata, cueca limpa e fui ao banheiro.
      Vinte minutos depois eu estava vestido, gravata borboleta preta, sapatos boca de sino pretos, um topete da hora, colônia masculina importada de Paris. Enfim, eu não estava me sentindo o cara, eu era definitivamente “o cara”!
      Eu me olhei no espelho, dei uma piscadinha e ao mesmo tempo apontei com as mãos em forma de arma e disse:
     - Carlos, você é o cara!
     Saí do banheiro e entrei na sala e com voz sensual falei:
     - Vamos!
     - Uau, parceiro! Se eu fosse uma garota te pegava de jeito e não largava mais. Claro que eu ,como homem, não pensei nessa hipótese.
     - Meu filhão, que chuchu você está!!!
     - Gente ... menos, bem menos!
     - Está certo. Vamos então!- Disse Pedro  - Mas se eu fosse uma garota você me pegaria?
     - Lógico que não Pedro!
     - É tem razão.
     - Tchau mãe.
     - Tchau filhão! Divirtam-se.
     Saímos de casa e entramos no fusca do Pedro, que estava  meio enferrujado, mas dava para o gasto.
     Chegamos ao baile e ... Tudo estava perfeito. A  entrada era um arco feito de balões vermelhos e brancos, um tapete vermelho no chão. O salão estava todo forrado com tecidos brancos. No canto direito e esquerdo, ao lado da entrada, havia os comes e bebes, uma cachoeira de chocolate belíssima. A pista centralizada formada por quadrados brancos e pretos como em jogo de xadrez. Luzes coloridas oscilando na pista. Um globo de discoteca brilhante no centro do teto, um palco bem na frente da pista, vermelho e um microfone com suporte. As  mesas tinham uma toalha branca de renda  por baixo, e por cima uma toalha vermelha. Mesas redondas. E o DJ? Bom, ele era um tal de DJ Brown, do qual nunca ouviu falar.
     Depois de seguranças verificarem nossos nomes na lista, entramos. UAU! Estavam todos  maravilhosos, até umas garotas nerds que eu pensei que não tivessem solução, estavam muito gatas.
     - Fala cara! Disse Marcos.
     - E aí Mano!
     - Você está muito gato Carlos!
      -He, he ,he... Obrigado!
      - Pedro, Carlos! Quanto tempo! Disse João.
      - Pois é, pois é. – Falou Pedro.
      - Carlos, só te digo uma coisa.
      - Fala  João.
       - Se eu fosse uma garota eu te pegava de jeito e não largava mais!
        - Menos João, bem menos.
       Então ouvimos a diretora dizer:

      - Boa noite, caros estudantes. Está noite estamos realizando o 12º baile de verão anual. Para a alegria de todos acredito.

      - Nem tanto -  pensei.
      - Agora aproveitem o baile e vamos sacudir o esqueleto! – disse a diretora.
      Começou a tocar uma música eletrônica  Tuts, Tuts...
      Meus amigos dançaram e eu... Bem,  fiquei ali paradão, na minha. E aí me toquei, onde estaria Sara? Ainda não a tinha visto. Deixa pra lá, ela não me quer ver mesmo.
Pouco mais de uma hora de música, todos se divertindo muito e eu ali sentado, como se não importasse se a garota mais bela me chama-se para dançar ou a mais feia. E não importava mesmo porque eu iria ficar ali a noite toda esperando aquele  castigo sem fim acabar. De repente a música parou. Ouvimos a professora Carla  dizer:
      - Galera, sentem-se. Preparamos algumas apresentações musicais para vocês. Espero que gostem.
      - Seu nome?
      - Cristina.
      - Qual música você vai cantar Cristina?
      - Recaídas.
      Eu só disse:
      - Meu Deus!
      - O que foi Carlos?
      - Nada não.
       E quando ela cantou aquela parte: “ Mas apesar dos pesares eu sempre quero te ver bem, e hoje mesmo separados e tudo, seu corpo ainda é meu, às vezes me escondo e faço de tudo para ninguém notar que eu vivo e morro por ti...”
      Eu quase tive um ataque, porque era exatamente o que eu estava sentindo, mas finalmente a música acabou e eu pude me recompor aos poucos.
      - Próxima música “ Last Night Friday”.
      - Uma em Inglês, ufa! -  Disse passando a mão na cabeça.
      - Você está bem Carlos?
       - Sim Pedro.
       - Parece meio tenso ,mano.
       - Que nada, estou bem.
       - E a nossa  terceira apresentação Sara Willows com a música composta  por  ela mesma  “Fico com você”.
       Sara entrou no palco com um vestido rosa forte, brilhante, de manga, colar com um pingente de prata, sapatos rosa claro, brincos de pérolas, cabelo loiro com efeito babyliss e um moicano, lábios rubros , olhos verdes com maquiagem rosa clara, pulseira prata na mão direita. A alemoa mais linda que já havia visto.  Não era exagero alegar que contra a luz parecia um anjo. Aquele cabelo cor de mel, aquela pele tão branquinha, aqueles olhos que mais pareciam esmeraldas de tão verdes e brilhantes, aquela boca...!!!  Meu Deus ! Aquela boca vermelha como rosas em plena primavera. E aquele sorriso! Meu pai! Aquele sorriso tão meigo, tão delicado, tão amável, tão belo, tão perfeito. Ela  parecia ter sido simplesmente esculpida pelos Deuses.
      E a voz? Pai do céu! Que vontade de roubá-la, fugir para longe do país, morar num lugarzinho em Cancún.
      Perfeição  + garota = Sara.
     - Oi pessoal, eu sou Sara.
      - A minha Sara – pensei.
     - Vou cantar uma música que eu mesma compus que se chama “ Fico com você”.
     Ela olhou para mim naquela hora, ou eu estava delirando? Será?
     - Bom,  espero  que gostem.
      E ela começou a cantar como anjo:

FICO COM VOCÊ
Te ver e não te ver
Me dá um desespero
Me afastei de você
Só porque tenho medo
Mas amor vem cá.
Faz isso comigo não
Vou te deixar...
Digo que já estou em outra
Eu que dou beijo na boca
Só pra te esquecer
Só pra te esquecer
Faço de difícil a toa
Mas se é pra ficar na boa
Eu fico com você
Eu fico com você...

Te ver e não te ver
Me dá um desespero
Me afastei de você
Só porque tenho medo
Mas amor vem cá...
Faz isso comigo não
Vou te deixar...
Digo que já em outra
Eu que dou beijo na boca
Só pra te esquecer
Faço de difícil a toa
Mas se é pra ficar na boa
Eu fico com você...
Eu fico com você...

Digo que já to em outra
Eu que dou beijo na boca
Só pra te esquecer
Só pra te esquecer
Faço de difícil  a toa
Mas se é pra ficar na boa
Eu fico com você
Eu fico com você
Só com você

Faço de difícil a toa
Mas se é pra ficar na boa
Eu fico com você
Eu fico com você.

     Aquela música estava magnífica e ela se encaixava perfeitamente comigo por quê?
1º Te ver e não te ver me dá um desespero, me afastei de você só porque tenho medo. Não tem coisa pior que vê-la e não tê-la. Me afastei dela porque tinha medo que um tal de Jorge, da turma de biologia dela, tomasse meu lugar. Sabe aquele lance com a Keyla, eu teria pedido desculpa na hora, mas pensei que o Jorge estivesse gostando dela e ela dele e eu estivesse interferindo no caminho dos dois. Eu tinha medo de descobrir que, na verdade, ela nunca havia me amado.
2º Mas amor vem cá, faz isso comigo não vou te deixar, digo que já to em outra, eu que dou beijo na boca, só pra te esquecer, faço de difícil a toa, mas se é pra ficar na boa, eu fico com você. Mas Sara, vem cá. Não faz isso comigo porque eu te amo! Eu falo que já to com outra garota, só pra te esquecer. Te quero, mas não deixo o meu orgulho de lado, só que agora pra mim tanto faz o que eu quero é você Sara. Só faltava dizer isso a ela.
     - Obrigada pela atenção de todos, curtam a noite.
     Ela estava descendo do palco quando eu tomei uma decisão:
     - Preciso falar com ela custe o que custar.
     - O que foi que você disse Carlos?
     - Eu já volto.
      Me levantei, e pelo canto do salão fui andando. Pude ver Sara entrar em uma espécie de camarim. Suspirei, criei coragem e disse para mim mesmo:
      - Seja o que Deus quiser.
      Entrei na sala com o pé direito na frente e os dedos cruzados, suando frio. Ela estava retocando o batom na frente de uma penteadeira, estilo mais antigo, duas gavetas pequenas à direita e duas à esquerda. Entre elas um espaço de seis palmas para colocar o banquinho que havia sentado. O que unia as gavetas era uma madeira em forma retangular fixadas por pregos. A cor da penteadeira era um tipo de marrom escuro já castigado pelo tempo. Coisas como pentes, base, lápis preto de olho, rímel, sombras de diversas cores e outros produtos de beleza. Aquela sala era todinha branca, chão, teto, paredes, tudo. Havia um balcão de 1m x 1m com algumas roupas em cima e um banheiro.
      - Já que não tem ninguém aqui contigo e que vou falar espelho. Sabe está tudo muito legal está noite. Só achei que o Carlos viria. Isso está estranho e sabe o que é mais estranho espelho? Ainda sinto falta dele, um pouquinho.
      - Maquiando o que é perfeito princesa Sara?
      - Ah, oi. A quanto tempo você está aí?
      - Cheguei agora. Estou atrapalhando alguma coisa?
      - Não, não. Pode entrar.
      - Anh, obrigado. Posso conversar contigo?
      - Pode claro.
      - Eu estive pensando...
      - Sério! Você pensa Carlos?
      - Haha! Irônica como sempre.
      - Desculpe, o que você ia dizendo?
       - Eu estive pensando. E sim. Eu penso. Pensei em tudo sobre a gente brigar, abraços, intrigas, cartas de amor, beijos, discussões, passeios, passeios de mãos  dadas, cafunés, seu jeito fácil de ganhar meu coração, teu sorriso lindo, os olhares apaixonados, os ciúmes bobos com razão, do SMS no meio da noite, de ligar só para ouvir tua voz, do sorriso entre o beijo, de apertar tua bochecha, de arrumar teu cabelo, de deitar no teu colo, de ver o por do sol de teu lado...
       - Olha Pedro...
       - Espere, não terminei.
       - É sério, não é o momento.
      - Mas por quê não?
      - Eu, eu... eu...
      - Sara, você está muito pálida!
      - Não estou me sentindo muito bem...
      - Você está com febre! Vem vamos para o hospital.
      Eu a levei nos meus braços até a mesa dos meus amigos.
      - Pedro, me dê a chave! Sara não está bem.
      - Eu vou com você mano.
       Então fomos ao hospital.
       - Enfermeira, enfermeira!
       Fomos até ela que nos guiou até uma sala comum do hospital. Coloquei Sara na maca.
       - O que foi que ouve com ela?
      - Ela começou a ficar pálida e com febre e aí desmaiou.
      - Desidratação. Soro na veia e ela já vai ficar novinha em folha.
      - Que bom!
      - Ufa!
       Já eram 2 horas e 15 minutos, quando percebi que Pedro estava com muito sono.  Convenci-o a ir para casa descansar. Acompanhei-o até a porta de entrada do hospital e em seguida fui ao banheiro. E aqui estou eu, Carlos, mais conhecido como Carlitos, saindo do banheiro de um hospital, exatamente às 21 horas e 20 minutos.
        Entrei no quarto onde Sara estava. Havia uma cadeira ao lado da cama dela com um violão em cima dela.  Ninguém sabe, mas sei tocar violão. Bom, gosto muito de música, já  compus algumas, mas nunca cheguei a mostrar para alguém.  Naquele momento eu estava tão inspirado para compor por influência daquele anjo ali ao lado, o violão dando sopa, minha experiência, e acima de tudo, meu amor por ela.    Então aquela música surgiu livre, solta e sincera.
        Sara estava meio acordada, mas permaneceu com sua pálpebras fechadas só ouvindo. Sentei na cadeira, peguei o violão e ...

JURO
Se eu te convidar para fugir
Será que você aceita?
Se eu viver para te fazer sorrir
N a vida mais perfeita
Só fechar os olhos
E enxergar o futuro
Só nós dois
Arruma as tuas coisas
O depois  a gente deixa
Pra depois
Se eu pedir permissão pro teu pai
Eu sei que ele não vai deixar
Se quiser vir comigo
Viver o pra sempre
Sai antes dele acordar
Não te prometo joias, luxo, carro do ano não
Mas prometo todo o amor
Que tenho no meu coração.
Juro eu te faço feliz
Eu te faço mulher
Eu te faço princesa
Eu entro com todo o meu amor
Você entra com toda a tua beleza
Juro que vamos casar
Na beira do mar
Vendo o amanhecer
Que o meu pra sempre
Seja com você
Só com você
Só com você
Sei que vou te convidar para fugir
Será que você aceita?
Se eu viver pra te fazer sorrir
Na “vibe” mais perfeita
Só fechar os olhos
E enxergar o futuro
Só nós dois
Arruma as tuas coisas
O depois a gente deixa
Pra depois
Se eu pedir permissão pro teu pai
Eu sei que ele não vai deixar
Se quiser vir comigo
Viver o pra sempre
Sai antes dele acordar
Não te prometo joias, luxo, carro do ano não
Mas te prometo todo o amor
Que tenho no meu coração
Juro eu te faço feliz
Eu te faço mulher
Eu te faço princesa
Eu entro com todo o meu amor
Você entra com toda a tua beleza
Juro que vamos casar
Na beira do mar
Vendo o amanhecer
Que o meu pra sempre
Seja com você
Eu juro eu te faço feliz
Eu te faço mulher
Eu te faço princesa
Eu juro eu te faço feliz
Eu te faço mulher
Eu te faço princesa
Juro que vamos casar
Na beira do mar
Vendo o amanhecer
Que o meu pra sempre
Seja com você
Só com você
      - Eu sei que não pode ouvir Sara, mas era isso que eu queria te dizer.
      Ela abriu os olhos...
       Você achou que eu não tinha ouvido, porém ouvi e foi simplesmente meigo, fofo, romântico, sensacional!
- ...
- ...
       - Preciso te dizer Carlos que também nunca deixei de te amar, mas após aquela discussão que tivemos pensei melhor e :
1º  A gente é muito diferente; você popular e eu não; você super chegado nos esportes e eu não; você super... como posso dizer “não tímido”. E eu muito tímida; você não é muito chegado nos estudos e eu que estudo bastante.
2º Aquelas garotas estavam dando em cima de ti, e foi como se eu estivesse atrapalhando o caminho de vocês.
       - Concordo que as garotas estavam dando em cima de mim, e confesso que fui bobo em não cortar as  falas delas. Mas sabe Sara, me disseram que pra você se apaixonar por mim, eu tinha que te fazer sorrir, mas cada que você sorria quem se apaixonava era eu.
      - Carlos?
      - O que Sara?
      - Sinais me ajudaram a perceber que o meu caminho é você.
      - Sara?
      - O que foi Carlos?
      - Eu te quero só pra mim, como as ondas são do mar Sara!
      - Príncipe...
      - O que foi Sara?
      - Nada nunca poderá mudar esse amor que tenho por você.
      - Anjo ...
      O que foi Carlos?
      - Vem ser feliz comigo outra vez!!!

                                                                                             FIM.